quarta-feira, 27 de março de 2013

Post nº 70

VALENTINIANO  III  -  O  IMPERADOR  MORTO EM PRAÇA PÚBLICA POR
SEUS PRÓPRIOS GUARDAS

Valentiniano III - efígie em moeda romana da época



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Valentiniano III subiu ao trono com apenas seis anos de idade após a sua mãe Galla Placídia depor o imperador Johannes. Além de depô-lo, mandou cortar-lhe a língua e a mão direita, depois o vestiu de palhaço e o fez desfilar pelas ruas montado de costas em um  burro até o local da execução em um circo, onde o decapitaram sob os aplausos da cruel multidão. Morto o antigo imperador, Galla Placídia governou o Império Romano por vários anos durante a menoridade do filho, tendo como primeiro ministro e principal apoio o brilhante general Flávio Aécio, com o qual entrara em acordo logo após a deposição de Johannes. Militar competente e político habilidoso, Aécio continuou no cargo após a coroação do jovem imperador e tudo indica que Placídia continuou a mandar tanto quanto mandava antes, pois era uma raposa política e uma administradora de primeira categoria. Quando ela morreu, Aécio perdeu muito do antigo prestígio, mas foi mantido no cargo e em 451 e 452 obteve grandes vitórias contra os Hunos.Mas suas vitórias em nada contribuíram para aumentar-lhe o prestígio e aumentaram o número dos seus inimigos invejosos, que passaram a conspirar contra ele junto ao cretino Valentiniano, também invejoso da fama e do poder militar do fiel ministro.

A relação com seu glorioso ministro deteriorou-se e a conspiração dos invejosos teve sucesso quando em outubro de 454 ele assassinou Aécio traiçoeiramente durante reunião ministerial em Ravena, deixando em todos a convicção de que o incompetente imperador “agira como o louco que corta a sua mão direita com a sua mão esquerda”. Nos últimos vinte e cinco anos Aécio não só conseguira manter de pé o cambaleante Império Romano do Ocidente, rechaçando todas as invasões bárbaras que irrompiam pelas suas frágeis fronteiras, como mantivera no poder a imperatriz Galla Placídia e o filho, sufocando todas as revoltas e tentativas de Golpe contra eles. Seu maior feito dera-se três anos antes quando organizara poderosa coalizão de tribos bárbaras romanizadas e expulsara da Gália o famoso Átila o Huno, obrigando-o a regressar ao seu reino na Hungria. No ano seguinte Átila atacara novamente, devastando o norte da Itália, mas Aécio lhe opôs tenaz guerra de guerrilhas e poucos meses depois o temível “Flagelo de Deus” se vira obrigado a retirar-se da Itália e regressar às suas bases na Europa Central. Muitos estranhavam que desfrutando de tanto poder militar e político jamais tivesse Aécio ambicionado a coroa imperial e preferido manter no trono o reles Valentiniano III, indivíduo cruel e corrupto cuja principal atividade era o jogo de azar com um bando de comparsas tão viciosos quanto ele. Assim, quando por motivos que permanecem obscuros até hoje ele apunhalou Aécio durante a reunião do ministério no palácio imperial, oficiais fanaticamente leais a Aécio começaram a tecer a teia para vingarem-se da imunda serpente traiçoeira que costumava passar o inverno em Roma em meio à desenfreadas orgias.

Esses oficiais escolheram cuidadosamente bravos soldados que haviam servido sob as ordens de Aécio e a ele eram também fanaticamente dedicados, introduzindo-os na guarda imperial através do prestigioso senador e cortesão Petrônio Maximus, membro da poderosa família Anicia e amigo íntimo do imperador que aderira à conspiração após passar a odiá-lo secretamente.

A história oficial diz que Petrônio Maximus conspirou contra Valentiniano depois que este ganhou o seu anel de ouro com sinete em uma mesa de jogo. Como o debochado imperador há tempos cobiçava a bela esposa de Maximus utilizou-se do sinete impresso no anel para mandar-lhe mensagem fingindo-se seu marido e pedindo-lhe para encontrá-lo nos aposentos da imperatriz Eudoxia, que estava ausente. A esposa de Maximus foi e Valentiniano a possuiu aproveitando-se da escuridão reinante no ambiente, mas quando a nobre dama descobriu o engodo ficou indignada e relatou o fato ao marido, o qual jurou vingar-se do ultraje lavando com sangue a sua honra manchada pelo devasso imperador.

Essa versão, cuidadosamente espalhada pelos devotos historiadores da época interessados em agradar o corrupto sucessor de Valentiniano, não tem lógica e deve ser descartada como falsa e ridícula, pois Petrônio Maximus não tinha honra alguma. Na verdade ele era um dos mais depravados comparsas de Valentiniano em toda sorte de orgias, perversões sexuais repulsivas e vícios imundos, entre os quais estavam a bebedeira descontrolada e o desenfreado jogo de azar.


Centro de Roma no século V, época de Valentiniano III - maquete

Bem mais lógica e plausível é a versão anedótica que circulou entre o povo e que chegou até nós através de carta de uma nobre dama da época, recentemente descoberta. Segundo essa versão, o que realmente aconteceu foi que certa noite Maximus perdeu no jogo para Valentiniano soma muito alta. Tentando recuperá-la, apostou o seu valiosíssimo anel e perdeu. Não tendo mais nada para apostar na ocasião, Valentiniano o desafiou a apostar a própria esposa contra tudo o que já havia perdido e o corrupto Maximus aceitou, perdendo novamente. Já estando todos os jogadores ao redor da mesa embriagados, o ganhador e os seus comparsas forçaram-no a pagar a indecente aposta, e ele o fez mandando a mensagem à esposa, que não foi enganada coisa nenhuma e sabia muito bem do que se tratava.

Talvez ela achasse divertido trair o marido obedecendo às suas próprias ordens. Porém antes de chamá-la para efetuar o pagamento, Maximus exigiu dos comparsas jurarem guardar segredo do indecoroso e ridículo episódio; mas no dia seguinte, passada a bebedeira, a claque esqueceu o juramento e passou a zombar de Maximus, especialmente o seu querido amigo Valentiniano, que ganhara o seu dinheiro, o seu anel e a sua esposa.

Valentiniano fez tudo para abafar o caso porque caiu em si e viu que o maior prejudicado seria ele próprio, pois seu prestígio já estava bastante abalado pelos seus incontáveis desmandos, os quais tinham merecido grave censura do santo Papa Leão I, respeitado e venerado em todo o mundo cristão. Porém as ridicularias e piadinhas obscenas do restrito grupelho, sobretudo de Valentiniano, continuaram a perseguir o indecente Maximus dentro do palácio, e foi isso que o enfureceu e o fez secretamente odiar o seu companheiro de patifaria. Em conseqüência, decidiu vingar-se aderindo à conspiração. O “ultraje da sua honra” nenhuma relação teve com o caso, pois honra era uma coisa que ele não tinha.

Os oficiais conspiradores logo tomaram conhecimento do que se passava graças a informantes de confiança e mais que depressa trataram de angariar o apoio de Maximus para o Golpe, “cujo sucesso lhe permitiria vingar-se do ultraje sofrido”. Porém o aconselharam a não romper com o imperador e manter ativos os seus contatos na corte para tornar mais fácil o sucesso da empreitada. Foi graças à amizade de Maximus com o chefe da guarda imperial que os soldados assassinos foram introduzidos em suas fileiras, pois o senador não só o subornou como lhe garantiu que os mesmos eram apenas veteranos seus protegidos, cansados de guerras e almejando uma confortável posição na corte. O corrompido senador se tornou um precioso informante da rotina, agenda diária e detalhes da segurança pessoal de Valentiniano, permitindo aos golpistas planejarem o modo de contorná-la; também subornou altos oficiais da guarnição militar para permanecerem quietos nos quartéis se levantes ou distúrbios ocorressem na cidade nos próximos dias envolvendo membros da corte. Ele foi, portanto, um valioso elemento no sucesso da empreitada, mas não a planejou nem a liderou, como diz a história oficial.


Petronius Maximus - efígie em moeda romana cunhada durante o seu curto reinado (mar-455 a out-455 DC)


O golpe foi marcado para o dia l6 de março de 455, pois nessa data Valentiniano compareceria ao Campo de Marte com lustrosa comitiva para presidir uma festiva competição de arco e flecha reunindo a nata dos desportistas da capital hábeis no seu manejo. A ocasião oferecia duas vantagens: a primeira é que embora houvesse aristocráticos oficiais do exército participando, a competição era civil e não haveria concentração de tropas regulares no local; a segunda é que se tratando de importante evento social presidido pelo imperador, lá estariam reunidos no mesmo lugar seus mais importantes ministros e cortesãos, os quais poderiam ser eliminados todos de uma vez juntos com o seu chefe. De acordo com o plano, dois guardas sacariam das espadas e golpeariam Valentiniano no momento combinado, ao mesmo tempo em que dois outros golpeariam Heráclito, o mais importante ministro do imperador e verdadeiro arquiteto do assassinato de Aécio.

Os demais guardas conspiradores, auxiliados pelos valentes oficiais e por civis que odiavam o tirano, deveriam matar os que tentassem resistir e quantos membros da comitiva pudessem. Exceto os guardas conjurados, todos os demais permaneceriam disfarçados no meio da multidão esperando pela chegada da comitiva imperial e assim que ela chegasse e os guardas golpeassem Valentiniano e Heráclito eles jogariam fora os disfarces e pulariam sobre a comitiva para participar da matança.

No Campo de Marte, junto à ponte nesta maquete da Roma antiga, havia solenes eventos
religiosos e militares. Nele Valentiniano foi morto perante enorme público

E foi assim que tudo aconteceu. No momento em que a comitiva passava no meio da multidão, soldados que ladeavam o imperador e seus ministros sacaram das espadas e os feriram mortalmente. O centurião Hopitila, oficial de origem huna que durante muitos anos servira com Aécio, fez questão de atravessar Valentiniano de lado a lado no ventre enquanto lhe dizia olho no olho: isto é por teres pago ao meu senhor Aécio com a pior das ingratidões; vê agora o que a gratidão e a amizade são capazes de fazer para que a Justiça triunfe!

O centurião Traustila, também de origem huna e leal ex-oficial de Aécio, encarregou-se de matar o chanceler Heráclito nas mesmas condições em que o fizera Hopitila ao vil imperador, enquanto os outros membros da comitiva eram mortos pelos demais guardas. Em meio ao pânico geral ninguém se atreveu a defender os dignitários imperiais e todos eles foram implacavelmente mortos, salvo os raros que lograram fugir embarafustando pelo meio da multidão. Os poucos guardas não envolvidos na conspiração a ela aderiram tão logo viram o imperador prostrado numa poça de sangue e agiram de forma tão eficaz quanto os seus colegas de farda. Terminada a matança, os rebeldes vitoriosos dirigiram-se ao palácio imperial cercados de geral aplauso e imediatamente obtiveram a adesão da sua guarnição. O Golpe fora meticulosamente preparado, pois não houve reação militar: as tropas ficaram inertes nos quartéis e os seus oficiais, apesar de serem gente de Heráclito, nada fizeram. Uns diziam que a soldadesca se recusara obedecer a suas ordens, pois simpatizava com o finado Aécio e odiava seus assassinos, mas outros afirmavam que os oficiais foram subornados pelo riquíssimo senador Petrônio Maximus, apontado por todos como sendo o líder da conspiração.

Líder ou apenas partícipe, dez dias depois Petrônio Maximus foi eleito novo imperador pelo senado romano, dizem que gastando rios de dinheiros, mas o seu reinado seria breve e terminaria de forma ainda mais trágica do que o do seu antecessor.

Hodie me cras tibi.





sexta-feira, 22 de março de 2013



Post nº 69


THE  HUNS  -  WHO  WERE  THIS  MYSTERYOUS  PEOPLE  OF  FEROCIOUS  WARRIORS ?

The Huns terrorized Europe as any barbarian people did never before

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For many people who like history and try to understand the so called barbarian invasions of the Roman Empire, especially in the last century of his existence, an intriguing question remains: who were the Huns?

The question is intriguing because everybody knows who were the Germans or the Goths, peoples who invaded the Empire and settled inside his frontiers, giving birth to the modern European nations, but the Huns, the most ferocious and dangerous invaders of all, conquered, killed, tortured, sacked, destroyed and didn’t settle, going back to their kingdom in central Europe and afterwards fading away mysteriously in the midst of History. Nobody knows what happened to them and the most common answer is that they mixed with other barbarian nations and disappeared naturally, but if this is true why it was so suddenly and there’s no trace of their language or of their refined jewellery art among those who took their place in what is now the territory of modern Hungary? On the other hand, nobody knows where they came from or what their ethnic origins were, most of the people thinking they were from Chinese or Mongolian stock.

The true fact is that the Huns are one of the great mysteries of History and all we can do is try to find some answers without being sure if the facts and information they are based on really refers to the Huns or to other people who didn’t make a hit in History and disappeared silently and unnoticed in a very different way.

The first notice we have about what is supposed to be the Hun People comes from Greece. 200 years BC, the Greek sage Eratosthenes wrote about a people who called themselves Outioi, a dangerous tribe of nomadic warriors living between the eastern edge of the Caspian Sea and the mountains of Turkistan. According to him, these savage horsemen were a big problem for the Persian Empire, for they were always causing trouble and severe damage on its north-east border. So, the question is: if 600 years before their arrival in the West they were living so far away from the territory of China or Mongolia, why to confuse them with the Chinese or the Mongolian?

To see the Huns as a Chinese or a Mongolian people is a historical mistake. In fact they didn't differ
physically from the common European man of the time from turkish stuff

Almost 300 years later, at the end of the first century of our Era, Dionysius Areopagita, the sage Bishop of Athens, refers to that tribe of nomadic horsemen as calling themselves Ounnoi and living between the Black Sea and the Caspian Sea, in the valleys of the Caucasus Mountains, which means that in the last three centuries they had emigrated, surrounding the Caspian north edge and moving from its eastern bank to the western one, together with their distant relatives, the Turks, people who spoke a similar language coming from the linguistic tree called Finn, without any links to the so called Oriental, Indo-European and Semitic trees of languages.  

By this time, they became much acquainted with the Scythians, skilled archers and horsemen who inhabited the region that extends from the south-east to the northwest of the Black Sea. This vast region to the north and east of Constantinople’s Empire and to the north-west of the Persian Empire, is generally called Scythia. The southern branch of this brave people had created a very civilized kingdom called Parthia and defeated the Romans and the Persians several times, using their feared tactics of attacking riding speedily and shooting deadly arrows against the enemy, retiring immediately after arriving forty or fifty yards from their military lines. This operation used to be repeated again and again, decimating the adversary, till they decided to chase the fleeing’ attackers. If the chase was on horseback, the Scythians continued pretending to flee while shooting their well-aimed arrows at the persecutors, killing one after the other, till weakening the enemy and turning back to smash it thoroughly. The consequence of the acquaintance between the Scythians and the Huns was that the later learned the Scythian’ tactics to fight on horseback, and became almost invincible because they added to the tactics their arrows with iron or hard bone tips, able to pierce any kind of armour.

At the end of the third Century AD, after causing havoc in the Persian Empire, the Ounnoi or Hun left their cousin Turcoman, migrating north-westwards, and were noticed in large numbers in the vast region between the northwest Black Sea and the Carpathian Mountains, disputing the land with the Gothic tribes.

Finally, in the second half of the fourth Century AD they advanced westwards, passed the Carpathian Mountains expelling the Gothic tribes, and settled in the magnificent region of north Pannonia, between those mountains and the upper River Danube. Their advance pushed the Goths into the territory of the Eastern Roman Empire and the German to the West. So, the Germans began crossing the River Rhine in panic, looking for a safe haven in Gaul, province of the Roman Western Empire. Therefore, contrary to what even educated people call nowadays Barbarian Invasions, what really happened was a great migratory movement of desperate German and Gothic tribes, fleeing from a merciless conqueror to what they judged to be a safe sanctuary in the western banks of the rivers Rhine and Danube, territories of the Roman Empires.

After learning with the Scythian the Parthenian military tactics the Hun cavalry became invincible

Once established in Pannonia, the Huns decided to milk the Romans on their southern border, for they had perceived that the Empire, in spite of its riches and splendour, had become militarily weak, having no more national armies, but only mercenaries recruited from neighbouring peoples, especially Scythians, Goths and Germans. In the second half of the fourth century only for exception there were soldiers in the Imperial Army from authentic Roman stock.

On the other hand, the physical features of the Huns were not different from the physical features of other barbarian peoples and no historian of the time describes them as having almond eyes like the Chinese and Mongol. In short: the Hun man had no different features from the common European man, civilized or barbarian!

This gives support to the most accepted theory that, despite their large number of approximately one million, they disappeared completely from the European map in less than thirty years after Attila’s death, without any trace of a massive move back eastwards, because it is logical to suppose that, finished as a powerful nation, they naturally mixed with the Eastern German tribes or adopted different names to designate themselves in Hungary or in other parts of Europe, like Finn, Cossack, Turk and Magyar.

One myth about the Huns is that they were the most evil people ever seen in the West. This is absurd because they weren’t more evil than any other people of the time, including the so called “civilized”. For instance: there’s no indication or testimony affirming that the Huns used to enjoy themselves chatting and laughing in a large circus while watching amused defenceless men and women being devoured by lions in the arena!

Some people also say that Attila was ferocious to the point of killing his own brother to rule alone! The answer is that the famous Roman Emperor Caracala, the one who extended Roman citizenship to all free inhabitants of the empire, did the same thing. Well, there was a difference: Attila killed his brother Bleda after challenging him to a duel, fought in the open with equal weapons, while Caracala stabbed his unarmed brother Geta unexpectedly, inside the Imperial Palace and in the presence of their old widowed mother, who was trying to protect her scared fleeing son. Who was the most cowardly, treacherous and ferocious: the educated Roman Emperor or the ‘savage’ Hun king?

The huns were more robbers than destroyers. If they got what they want peacefully they
went away peacefully. Here they sack a rich Roman villa in northern Italy

These same people say that the Huns were merciless destroyers of cities, killing or enslaving their entire populations, as it happens in Aquileia and Ferrara. However, the civilized Alexander the Great, educated by the sage Aristotle, razed to the ground Persepolis, the gorgeous capital of the Persian Empire, and the civilised Romans did this same job countless times, the most notorious cases being Carthage and Palmyra.

Finally, they say that the Huns were the most savage, ignorant and primitive kind of people. We can answer this equally absurd statement with some questions: what savage people can mine and work metals, especially precious ones, so finely? What ignorant people have a sense of beauty able to produce such fine jewellery? What primitive people are able to weave and paint such fine fabrics? People who do such jobs and have such skills can’t be considered savage. Actually, the Huns were much more developed and civilised than the Germans, for these had none of the skills the Huns had.

As to the fact that the Huns abhorred urban life and preferred to live in camps and tents, what is possible to say is that these were much more comfortable, well planned and better built than the coarse German cabins and hamlets.

In support of this opinion, there’s the following fact: in 448, the Eastern Roman Emperor Theodosius II sent a rich Embassy to negotiate some important treaties with Attila. The ambassadors were the illustrious Maximinus, Orestes and Edecon, having as secretary the famous philosopher and historian Priscus, who wrote a meticulous report about the mission. The embassy was very well received everywhere while crossing the land of the Huns on its journey to their capital, which, according to the philosopher’s description, was not a camp of tents but a well planned wooden city, somewhere between the River Danube, the River Teiss and the Carpathian Mountains. They paid a visit to the queen Creca, who lived with the king’s concubines, each one having her own private chambers in a large wooden Palace, which is portrayed by the reporter as follows: It was a well constructed building, supported by shaped wooden columns, sculptured and varnished, which weren’t without regularity of proportions or the taste for ornaments. The queen received the ambassadors in her private chambers, which were covered with artistic tapestry, lying on a soft bed surrounded by her servants, who were knitting rich dresses’. As to the noble Hun warriors, Priscus says: They like to display great riches in gold and precious stones, which they use to ornament themselves, their armour, swords and even shoes, covering their tables with fine plates and vases made in gold and silver.
 
According to the bizantine philosopher and historian Priscus, who visited Attila
as a diplomat, his court was very luxurious and civilized

It is not possible to absolve Attila or the Huns from the terrible things they did, but is correct to say that their cruelty and horrors weren’t different from the cruelty and horrors of other people of the time that we call civilised.

Perhaps the cause of the Huns being so vilified in their time and for the coming centuries is the fact of them not accepting Jesus Christ as their Saviour, as other barbarians did. To make things worse, the Huns not only rejected the Christian religion but also killed and cruelly tortured their ministers, sacking and destroying churches, convents and monasteries, bringing Attila to the insanity of calling himself The Scourge of God. For the Christians, to depict him as Antichrist and his warriors as devils, with all the features that devils have in the popular imagination, was not only a consequence of Attila’s cruelty, but also and above all, a consequence of his insane behaviour about Christianity and his mad portrayal of himself as tormentor of God. In an epoch of great Christian fervour and fanatic faith, like the V Century, all indicates that these things were the true sources of the everlasting bad reputation of the Huns in History.






segunda-feira, 18 de março de 2013

Post nº 68

EUTRÓPIO  -  O  EUNUCO  SODOMITA  QUE  GOVERNOU  O  IMPÉRIO  ROMANO


Pintura em vaso grego da Era Clássica. Em Constantinopla sodomitas ricos pagavam fortunas por belos
escravos eunucos adolescentes. O futuro cônsul Eutrópio foi um desses escravos efeminados. 



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Na crônica política escandalosa do Império Romano, poucos episódios mostram tão bem a sua decadência moral e o apodrecimento das suas instituições como o da ascensão e queda de Eutrópio, ex-escravo eunuco e sodomita que se tornou primeiro-ministro do fraco e indolente Arcádio, imperador romano do Oriente, e obteve a suprema honraria do consulado de Roma.

Na sua origem, era ele jovem escravo nascido na Armênia que, certamente dotado de beleza física e efeminado, foi castrado e vendido em Constantinopla para satisfazer a lascívia de homens ricos dados à prática da pederastia. Este tipo de escravo atingia alto preço no mercado e os traficantes estavam sempre procurando por jovens bonitos que pudessem desempenhar bem as ignóbeis funções e satisfazer os depravados instintos de pervertidos aristocratas, dispostos a pagar caro por eles. O curioso é que o Cristianismo já havia triunfado plenamente, mas até então fora incapaz de por um fim ao sórdido comércio e às práticas torpes que o alimentavam.

Vendido e revendido várias vezes enquanto a mocidade o fazia valioso, Eutrópio chegou à maturidade em companhia do rico pervertido Ptolomeu, que o achando já “gasto” para servir aos seus imundos prazeres, o deu de presente ao seu amigo general Arinteu, que procurava algo da espécie para cuidar da sua filha. A partir daí o seu trabalho deixou de ser o de “objeto sexual” e passou a ser o de “criado doméstico” para serviços especiais da jovem, como dar-lhe banho, pentear-lhe os cabelos, fazer-lhe a maquiagem, embelezá-la, cuidar das suas roupas, vesti-la com seus suntuosos trajes, refrescá-la com o leque nos momentos de calor, tirar-lhe os pelos, fazer-lhe as unhas e outras tarefas do tipo. O já maduro Eutrópio se saiu tão bem nas suas funções que conquistou a amizade da moça e do seu pai, o qual resolveu premiá-lo com a liberdade. 

                  Sodomitas ricos divertem-se com belos jovens escravos próprios para a sodomia comprados
                               a peso de ouro.  Mural na tumba de um rico sodomita grego da época clássica.


Através dos seus patrões, ele conhecera muita gente importante da Corte Imperial e, com boas recomendações, arranjou modesto emprego no palácio, começando por funções subalternas para logo alcançar outras melhores graças às suas requintadas maneiras, estudada hipocrisia e perícia na arte da lisonja e da bajulação.  Seu progresso no serviço doméstico imperial foi rápido e o ano de 395 o encontrou no elevado cargo de camareiro-chefe do imperador Arcádio, jovem recém saído da adolescência cuja falta de inteligência só não era maior do que a sua arrogância e vaidade. Manobrando habilmente entre os cortesãos e explorando ao máximo as falhas de caráter do imperador idiota, Eutrópio adquiriu enorme prestígio político e vastas riquezas, pois todos sabiam que o meio mais rápido de conseguir o atendimento dos seus pleitos era tratando-o com grande deferência e dando-lhe régios presentes. Assim, o influente camareiro tornou-se figura política de primeira grandeza e pulou do seu cargo doméstico para elevado cargo ministerial, do qual se utilizou para solertemente minar a autoridade do impopular primeiro-ministro Rufino. Ao mesmo tempo em que intrigava contra os seus rivais e traía os que nele confiavam, vestia-se luxuosamente, adotava estilo de vida acintoso e acumulava ainda mais riquezas, pois a sua insaciável sede de ouro o fizera evoluir da acintosa corrupção à vil extorsão.


Eutrópio já idoso quando exercia o cargo de Cônsul

A subida ao poder de um ex-escravo, que além de eunuco era sodomita notório, envergonhava os poucos que ainda possuíam decência no permissivo cenário da época, porém o que mais indignava a todos era a sua desmedida ganância e ofensiva arrogância, que não poupava nem mesmo a imperatriz Aelia Eudóxia, beldade de nobreza de segunda classe que tomara sob sua proteção quando solteira. Visando aumentar ainda mais o seu poder, usara de mil artimanhas para que o tolo imperador Arcádio a desposasse, pois assim teria uma agradecida aliada no próprio leito imperial, o que conseguiu quando ele casou com a noiva que o seu “fiel camareiro” lhe arranjara. Mal podia Eutrópio imaginar que estava chocando o ovo da venenosa  serpente que mais tarde lhe daria a picada fatal.

Finalmente, em 395, mesmo ano do casamento de Arcádio e Eudóxia, o odiado primeiro-ministro Rufino foi assassinado em um motim das tropas urdido pelos generais Stilicon, primeiro-ministro do Império do Ocidente, e Gainas, chefe godo a serviço do Império do Oriente. Dizem que ambos contaram com o decidido apoio e colaboração de Eutrópio, pois Rufino era o principal obstáculo para a sua total tomada do poder. Ademais, tudo indica que Rufino era o único no governo para quem Eutrópio perdia em ganância e extorsão, tendo acumulado fortuna maior que a sua. Afirma-se que esta era o tipo de “ofensa” que ele não suportava e o fizera aderir à conspiração, se é que não fora o seu mentor e articulador. De um modo ou de outro, o destino de Rufino deveria tê-lo alertado, porque os soldados não só mataram o primeiro-ministro como o esquartejaram diante do imperador, saindo às ruas estendendo os seus braços decepados para o público com as mãos em posição de quem pede esmolas, referindo-se assim à sua ganância e ao castigo que esperava os seus iguais.

Arcádio era doentio, incompetente e pouco inteligente

Logo Eutrópio tornou-se primeiro-ministro no lugar de Rufino e mais tarde o senado o elegeu cônsul para o anuênio de 399, a mais alta magistratura romana abaixo do imperador. Era a primeira vez que um ex-escravo, que ainda por cima era eunuco e sodomita, ocupava o consulado, outrora objeto de disputa entre os maiores de Roma, como Mário, Pompeu, César e Augusto. A desmoralização não podia ser maior e Honório, imperador do Ocidente, negou-se a reconhecê-lo, ordenando que daí em diante nenhum decreto emanado de Constantinopla vigorasse no Ocidente.

Como fazem todos os tiranos, Eutrópio mantinha bandos de espiões para delatar mínimas infrações dos ricos e assim acusá-los de crimes graves, não tanto para puni-los com o degredo ou a morte, mas para subir no valimento do imbecil Arcádio e conseguir que os bens dos acusados fossem confiscados e a ele adjudicados como prêmio por seus “bons serviços”. Homens importantes, como os generais Abundancio, Timásio e Bargo, foram presos, exilados ou mortos para que o insaciável ministro se apoderasse dos seus bens. Como se não bastasse, intrigou Arcádio com o seu irmão Honório, imperador do Ocidente, e o seu ministro Stilicon, melhor general do Império na época, chegando ao ponto de obter do dócil senado de Constantinopla fosse Stilicon declarado inimigo público e confiscados seus bens no território do Império Oriental. Por fim, fomentou rebelião contra Honório nas províncias da África, que absorveu os esforços de Stilicon e os parcos recursos do Império do Ocidente até ser finalmente debelada.

Traficando com a Justiça e a Administração, roubando o Erário, espoliando as províncias e tomando os bens dos ricos a quem acusava de “traição” ao menor pretexto, Eutrópio tornou-se alvo do ódio geral, mas também da mais sórdida adulação. Esta se excedia erigindo-lhe estátuas de mármore e bronze para exaltar-lhe os talentos civis e militares, pois sua ousadia não tinha limites e agora se apresentava às tropas de armadura e insígnias de general, fato que causava enormes gargalhadas aos militares de verdade. Por fim, obteve o título de patrício e passou a intitular-se “pai do imperador” e “terceiro fundador de Constantinopla”, coisas que certamente desgostaram Arcádio, por mais imbecil que fosse e por mais apreço que tivesse ao seu "eficiente ministro".

Arcádio ocultava sua nulidade atrás do luxo de sua
riquíssima corte de ladrões e sodomitas

Tudo indica que foi a sua arrogância que o fez desentender-se com o general Gainas, seu principal sustentáculo militar, e perder o senso do que era ou não apropriado em uma corte como a de Constantinopla, onde o orgulho e a etiqueta eram tudo e a amizade e a gratidão eram nada. Assim, não só esqueceu o muito que devia ao poderoso general, dono de um exército privado de mercenários godos que o fazia independente até do próprio imperador, como esqueceu que a sua antiga protegida Aelia Eudóxia, gentil e modesta quando solteira, era agora a senhora de uma das mais ricas, poderosas e formalísticas cortes do mundo. Sem perceber o abismo que cavava com os seus próprios pés, Eutrópio insistiu em continuar tratando-a com a mesma antiga familiaridade, fazendo-a afastar-se dele para não parecer indelicada ao ter que repreendê-lo. Não há certeza sobre o que aconteceu, mas há evidências de que em ocasião da qual ela não pôde fugir, ele a tratou com inconveniente intimidade e ela sentiu-se desrespeitada, não mais se contendo e repreendendo-o severamente. Outro que não Eutrópio teria se arrojado aos seus pés suplicando perdão, mas a arrogância de que estava possuído o impediu e trocou palavras ríspidas com a imperatriz. É possível que já viesse falando mal da soberana pelas costas por sua atitude distante e ela disso estivesse informada, de forma que o incidente apenas fez o copo transbordar, fazendo-a queixar-se ao marido de ter sido ultrajada pelo atrevido ministro.

Arcádio imediatamente o afastou do consulado e o demitiu de todas as funções, mandando-o prender pelos muitos crimes de que era acusado. Porém, avisado a tempo pelo seu eficiente “serviço de informações”, buscou asilo na catedral, colocando-se sob a proteção do famoso bispo João Crisóstomo, um dos maiores doutores da Igreja, mais tarde elevado a santo. Na época, as igrejas eram tão invioláveis quanto hoje o são as embaixadas e os soldados não ousaram entrar para prendê-lo, mas a cercaram decididos a esperar até que ele saísse. Nos dias que se seguiram, o respeitado sacerdote, considerado o maior orador sacro da época, fez tocantes sermões tendo diante de si e da congregação o trêmulo e choroso Eutrópio, antes tão poderoso e arrogante, mas agora tão fraco e humilde. Vendo o ódio no rosto dos fiéis pelo maldoso eunuco sodomita, agora prostrado em contrita oração diante do altar, o santo bispo falou sobre a pequeneza da vaidade e a grandeza do perdão, rogando a todos que perdoassem o decaído ministro, até há pouco perverso e temível, mas agora inofensivo e acovardado fugitivo com a cabeça a prêmio.

Graças ao bispo João Crisóstomo, doutor da Igreja e futuro santo, Eutrópio foi anistiado

A razão para Crisóstomo conceder asilo a Eutrópio, e empenhar-se tão a fundo no seu perdão, certamente deve-se ao fato de ter sido ele o verdadeiro autor do decreto de Arcádio mandando transformar os templos pagãos em templos cristãos ou demoli-los nos casos onde isso não fosse possível, pois o decreto foi promulgado em 399 DC, ano em que Eutrópio atingiu o ápice do seu poder ao ser eleito cônsul pelo senado de Constantinopla, embora tenha caído em desgraça pouco antes do término do mandato. Por isso, embora estivesse ciente da brutal perversidade e da imunda corrupção do ex-ministro, o santo bispo sabia que a Igreja tinha uma dívida para com ele, a quem devia outros favores, e resolveu pagá-la com juros.

Devemos todavia frisar que o ato legislativo de Eutrópio, tão caro à Igreja e que a História registra como sendo do imbecil Arcádio, não se deveu aos seus excessos de zelo religioso, pois não os tinha, mas à sua arguta conclusão de que o paganismo acabara e que extinguir de vez os seus vestígios era a natural aspiração da época. Assim, só teria a lucrar politicamente chutando cachorro que já estava morto há tempos, embora o povo e a Igreja ainda não tivessem consciência disso e continuassem a ver nos "diabólicos deuses pagãos" uma ameaça à salvação das almas, em boa hora eliminada pelo "devoto" cônsul Eutrópio.

De qualquer forma, fosse pelos magistrais sermões e esforços diplomáticos do santo bispo, fosse porque o imperador ainda tivesse alguma afeição pelo ex-ministro, chegou-se a um acordo e foi promulgado decreto mantendo o confisco dos seus mal adquiridos bens, mas lhe permitindo viver e circular livremente em Constantinopla a salvo da Justiça. Alguém mais inteligente e menos arrogante teria visto possível armadilha na cláusula, mas como na época “Constantinopla” e “Império Romano do Oriente” significavam a mesma coisa, ninguém viu nada demais, exceto talvez a imperatriz Eudóxia, mulher culta que dizem ter sido a redatora do decreto.

O santo bispo João Crisóstomo ataca a imperatriz Eudóxia pela morte do seu protegido Eutrópio

Livre e possuindo ainda bastante ouro, salvo do confisco por tê-lo posto em lugar seguro, Eutrópio tentou recuperar o terreno perdido, buscando formas de se reaproximar da família imperial, mas seus esforços foram em vão porque o fraco Arcádio não mandava em nada e a decidida Eudóxia assumira as rédeas do poder. Frustrado, enveredou pelo seu bem conhecido caminho da intriga e da conspiração, mas a urdidura da trama exigiu que viajasse a outra cidade e lá foi preso, não porque, como disse a astuta Eudóxia, tivesse ele cometido algum crime, mas porque sua anistia era válida apenas dentro das muralhas de Constantinopla. Estando fora delas, a anistia não tinha efeito e nada impedia que a sentença de morte proferida meses antes fosse cumprida.

Levado rapidamente ao patíbulo, Eutrópio foi decapitado e assim terminou a surpreendente carreira do escravo eunuco e sodomita que durante anos governou o riquíssimo Império Romano do Oriente, personificando um dos mais torpes e mais inacreditáveis governantes que qualquer Estado já teve ao longo da História.          

   

quinta-feira, 14 de março de 2013

Post nº 67

"GENERAL" MAC GREGOR - THE CONMAN WHO INVENTED A GHOST COUNTRY AND  STOLE
MILLIONS IN THE FINANCIAL MARKETS


The French defeat in the Napoleonic Wars caused euphoria in Britain and the financial markets boomed.
Canvas by Phillip James de Loutherbourgh (XIX century)

THE AMAZING HISTORY OF GREGOR MACGREGOR
WHO IN THE XIX CENTURY PULLED OFF THE
GREATEST CONFIDENCE TRICK OF ALL TIME


By the excellent british magazine "The Economist"



Mac Gregor had been borne in a peaceful place of remote Scotland but soon discovered that his true place
was among the frenetical people of the huge London Financial Market




As an adventurer he was in Latin America during the independence wars. When returning
to Britain he said that had fought in a revolutionary army as its "general"


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segunda-feira, 11 de março de 2013


Post nº 66


THE  HOLY  ROMAN  EMPIRE  -  AN  EARLY
  DREAM OF  EUROPEAN  UNION


In 1648 europeans finished the Thirty Years War and everybody was joyful, expecting for a New Era of union,
peace and prosperity in the Continent. Canvas by Van Der Helst (XVII century) 


GOOD ESSAY OF THE BRITISH MAGAZINE THE ECONOMIST
ON THE HOLY ROMAN EMPIRE AND ITS FAILLURE
 IN KEEPING EUROPEAN COUNTRIES TOGETHER  



Charles V, king of Spain (XVI century), was the last truly Holy Roman
Emperor. He used to say: "In my empire there is never sunset"


 
Emperor Charlemagne (IX century) was the inspirer of the
future Holy Roman Empire (X century)


The Holy Roman Emperor Friedrich Barbarossa (XII century)
was the first one worthy the title


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sábado, 9 de março de 2013

Post nº 65

PARAGUAY  WAR  -  THE  LONGEST  AND BLOODIEST  OF  THE  AMERICAS


In 1865 Brazil had the most powerful navy of the Americas, bigger than the US Navy and the third of
the world. The paraguayans had no chance. Canvas by Vitor Meirelles (1882)

EXCELLENT  ESSAY  OF  THE  BRITISH  MAGAZINE
THE  ECONOMIST


Emperor Pedro II of Brazil. Liberal and very intelectual, he was the most 
tough ennemy of the tyrannical dictator Solano Lopez of Paraguay

At the beggining of the war in 1865 the brazilian fleet smashed the paraguayan navy in the battle of Riachuelo
and took control of the River Plate. Canvas by Vitor Meirelles (1870) 

The terrible battle of Avaí in december 1868 was a decisive victory for the allies and killed
the last hopes of Lopez - Canvas by Pedro Americo (1877)



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domingo, 3 de março de 2013

Post nº 64

ÁTILA  -  O  MISTÉRIO  DA  SUNTUOSA  TUMBA
SECRETA  DO  REI  DOS  HUNOS

Átila destruiu dezenas de cidades e matou milhares de civis inocentes, mas morreu na cama
de morte natural e repousa em suntuosa tumba secreta até hoje não descoberta


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Não há dúvidas sobre a causa da morte de Átila, pois o panegírico escrito por seu secretário grego atesta que ele morreu de causas naturais no leito nupcial. O panegírico é pomposo e exagerado, como são os elogios fúnebres dos tiranos, mas é esclarecedor quanto à forma como o famoso rei bárbaro morreu:

“Portanto, aqui dorme Átila, rei dos hunos, senhor e tormento dos dois impérios romanos, que lhe rendiam vassalagem e lhe pagavam pesados tributos anuais, sempre implorando pela sua boa vontade e amizade! O rei que foi também senhor de cem valentes nações da Cítia à Germania, cujos bravos reis se ajoelhavam perante ele e punham aos seus pés as riquezas das suas nações e os seus mais queridos tesouros pessoais! O rei que venceu mil batalhas e nunca perdeu nenhuma! Após vida tão gloriosa morreu feliz, não por causa de ferimentos causados por seus inimigos nem por causa de traição dos seus amigos, mas porque os deuses gentilmente o chamaram para juntar-se a eles no Valhalla! E assim, ele deixou aqueles que lhe eram mais queridos enquanto gozava os mais esplêndidos prazeres da vida, sem dores, recriminações, arrependimentos ou sofrimentos de qualquer espécie”!

Morrera na cama, certamente quando fazia amor com sua bela e ardente esposa germânica, pois da mesma forma que os hunos tinham antes se misturado com os citas, estavam agora se misturando rapidamente com os germânicos, e ele próprio já entrara para o panteão dos seus heróis mitológicos sob o nome de Wetzel.

Os relatos dizem que após cuidadoso trabalho de mumificação, o seu corpo foi vestido com belíssima armadura de ouro e colocado em artístico sarcófago, também de ouro maciço, fato que sugere ter havido providências prévias quanto ao seu futuro funeral. Depois ficou dias em exposição na entrada do seu palácio de madeira e milhares de súditos desfilaram pesarosos perante ele ininterruptamente dia e noite, formando filas intermináveis. No final das cerimônias fúnebres, o rico sarcófago foi colocado dentro de outro de prata trabalhada e este dentro de um de bronze. Em seguida seus mais leais guerreiros o levaram à noite para lugar ignorado e lá o enterraram em túmulo secreto no meio de densas florestas.

Monumento de Átila em Budapeste, onde também existem muitas ruas e avenidas com
                                                            seu nome. Os húngaros o consideram herói nacional

A partir daí nasce o mistério, pois não restou nenhuma notícia do local da tumba, que tudo faz crer devia ser suntuosa e conter riquíssimos tesouros. Em relato original que se perdeu, mas que nos foi transmitido séculos depois por Giordano e Paulo Diácono, o filósofo grego e diplomata bizantino Crispo, que conheceu bem Átila por ter sido embaixador do Imperador de Constantinopla junto à sua corte, diz que ele foi sepultado numa noite de lua cheia em remota caverna, cuja entrada foi depois selada sem deixar qualquer vestígio que pudesse despertar a curiosidade de eventuais passantes, mesmo sendo o lugar absolutamente deserto. Ela teria sido primorosamente preparada e ricamente ornamentada por habilidosos escravos, enganados por promessas de ótimas recompensas. Após a chegada do féretro, eles puseram o pesado e luxuoso esquife no local escolhido, cercado de mobiliário riquíssimo e fabulosos tesouros, selaram a entrada da fenda aberta pela natureza sob os olhos vigilantes dos oficiais de confiança do rei e, depois de concluído o exaustivo e cuidadoso serviço, foram prontamente executados ao invés de receberem a gorda recompensa prometida.

Depois de matar os escravos construtores do túmulo, os leais oficiais de Átila juraram guardar eterno segredo sobre  sua localização, mesmo em face da tortura e da morte, de modo que nenhuma informação sobre ele jamais vazou após regressarem. Crispo especula que ele ficaria próximo a um grande rio, pois os hunos costumavam sepultar seus mortos nas proximidades de cursos d'água, obedecendo a milenar prática religiosa pagã de colocar vasos com comida e bebida ao lado dos cadáveres dos entes queridos para que suas necessidades básicas pudessem ser satisfeitas na longa jornada para a outra vida!

Átila personificado por tenor na ópera de Haendel "Ezio" (Aécio em italiano)


Desde o secreto sepultamento do corpo tem havido muitas hipóteses sobre o seu real paradeiro, inclusive os poucos prováveis monte Isonzo, perto de Tolmino na atual Eslovênia, e a confluência dos rios Murra e Drava na Croácia. Porém o que oferece mais possibilidades é sítio próximo ao curso médio do rio Tibisco na Hungria, porque não é longe do sítio da antiga capital do Império Huno, onde os suntuosos funerais ocorreram. Não obstante ser o monte Isonzo o mais improvável dos lugares cogitados para local do misterioso sepulcro, os eslovenos continuam reivindicando a duvidosa honra de sediá-lo. Até mesmo circula entre eles antiga lenda relatando que alta noite o fantasma de Átila, com as feições do próprio demônio, aparece nos arredores do monte onde estaria o sepulcro, contando montes de moedas de ouro e jóias para certificar-se de que ele não foi violado e o seu tesouro continua intacto.

De qualquer forma, tanto o governo húngaro como inúmeras expedições privadas continuam a buscar sem sucesso “A Tumba de Átila” 1.560 anos depois de sua morte.

             Em 1959 arqueólogos do governo da Hungria descobriram principesca sepultura huna perto do rio Tibisco, na mesma região que se tem como a mais provável para o último local de descanso do célebre Flagelo de Deus, e a notícia de que a sua misteriosa tumba fora finalmente encontrada espalhou-se pelo mundo como um raio. Todavia, cuidadosa perícia pôs em dúvida o acerto da descoberta e ela foi definitivamente descartada quando datação feita por rádiocarbono certificou que o túmulo datava do ano de 415 DC, quase quatro décadas antes da morte de Átila.

O mistério do local onde jaz o seu corpo mumificado, cercado de tesouros e riquíssima decoração, continua a desafiar os caçadores de aventuras.